TRANSPONDO O ABISMO ENTRE AS GERAÇÕES

Categoria: Informativo
Resumen: O texto discute o desafio dos líderes do século XXI em lidar com o abismo intergeracional ampliado pela tecnologia. Enfatiza a necessidade de equilíbrio, criatividade e diálogo para orientar as Gerações Y e Z, nativos digitais que valorizam a multitarefa e a interatividade. Ressalta a importância da espiritualidade e da sabedoria adaptada às mudanças tecnológicas e sociais, e a utilização ética das mídias sociais para liderança eficaz.

Conteúdo

Sem dúvida, o abismo entre as gerações é o maior já visto em toda a história. O incontável número de informações disponíveis a um clique, acelera o amadurecimento – mas, nem sempre da forma mais adequada – na vida de crianças, juvenis, adolescentes e jovens. O líder do século XXI não pode fechar os olhos para este fato e negar que vive-se em uma época que exige equilíbrio, ousadia, criatividade e disposição para o dialogar com as novas gerações. 

Identidade das novas gerações

Com a revolução tecnológica na década de 90, vieram os pensamentos ideológicos cada vez mais diversos em relação a décadas anteriores, se estabeleceu uma estrutura política mais democrática e surgiram então as novas gerações. Em decorrência dessa grande mudança, alguns fatores comportamentais também mudaram, tais como: a maneira de se relacionar com o próximo, a forma de se resolver os problemas, o ambiente escolar, a igreja e a maneira de enxergar o mundo, trazendo assim, uma separação significativa entre as gerações. Hoje, temos indivíduos com uma identidade totalmente modelada e mediada pelas novas tecnologias, são os chamados nativos digitais. 

Geração Y e a Geração Z. (COLOCAR EM BOX SEPARADO)

Esse grupo de pessoas, nasceu entre 1978 e 1992, tem forte familiaridade com a tecnologia e o imediatismo, como características marcantes. São pessoas que buscam interatividade, gostam de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, valorizam o “hoje”.

A geração Z é marcada pelos nascidos a partir de 1993, também chamados de Zs, Zees ou Zeds. Eles são reconhecidos como os nativos digitais, são jovens que nasceram praticamente com um smartphone, tablet, iPad, celular, entre outras tecnologias em suas mãos, e manuseiam muito bem essas tecnologias. Para eles, fazer várias coisas ao mesmo tempo é absolutamente normal. Esta geração possui uma linguagem fundamentada no mundo digital, seja em vídeo games ou na internet. 

O fator espiritualidade 

É necessário lidar com a impressionante velocidade das mudanças tecnológicas, espirituais e sociais que definem esta época, levantando a necessidade de líderes que transmitam uma fé que seja consistente neste novo contexto. A grande batalha espiritual desta geração é manter-se firme na fé mesmo em um contexto extenuante e frenético de expansão da acessibilidade, de fragilização da autoridade familiar, eclesiástica e governamental, além de uma crescente alienação relacional e institucional. É o desafio desta geração, atender à orientação de Jesus descrita no Evangelho de João capítulo 17, o de “estar no mundo, mas não ser do mundo”, visto ser o atual momento da história, uma grande ameaça a espiritualidade, desta geração e das gerações futuras. 

A solidez espiritual desta geração, depende de três áreas centrais: um relacionamento que proporcione a interação entre as gerações, que reduzam o impacto negativo da diversidade; a implantação de um propósito missionário para o exercício vocacional ou profissional (direito, saúde, contabilidade, tecnologia, educação, entre outros), orientando sobre uma forma de servir a Deus inserida na atividade profissional; e por fim, a busca pela sabedoria em detrimento da busca pela informação. 

Valorizar mais a sabedoria, conforme está escrito em Provérbios 9:10: “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”, pode ser entendida como a capacidade espiritual, mental e emocional de nos relacionarmos com Deus, com os outros e com nossa cultura. Isto significa transformar a condição superficial de muitos dos jovens da nova geração, pois admiram as palavras e obras de Jesus, mas não o conhecem como Senhor. Leem e respeitam a Bíblia, mas não percebem que a Palavra exige obediência. A busca pela sabedoria é um processo vitalício de profunda transformação através da fé em Cristo, do conhecimento da palavra de Deus e da comunhão com Deus e com os outros cristãos, e não simplesmente decorar uma lista do que fazer e não fazer ou apenas orar, cumprir programas semanais ou assinar um termo de compromisso.

A conservação de uma espiritualidade firme e profunda, se origina de uma igreja com líderes que adequam sua forma de fazer discípulos, que focam na necessidade do chamado e da vocação cristã e missionária e que priorizam a busca por Deus, pelo conhecimento de Deus e pela sabedoria proveniente do temor do Senhor. A união com Cristo tem na dependência o mais forte elo entre o homem e Deus, a qual conduz a uma direção na qual pode-se ter a certeza de que jamais cairá outra vez, porém estes laços de firmeza e segurança são mantidos apenas por meio de fervorosa oração e incansável esforço.

Em seu livro Mensagem aos jovens, Ellen G. White declara: “Pondo nisto mesmo, toda diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude ciência, e à ciência temperança, e à temperança paciência, e à paciência piedade, e à piedade amor fraternal; e ao amor fraternal caridade…porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.  

A Geração Y (18-30 anos de idade) tem sido rotulada de muitas coisas: narcisista, preguiçosa, materialista … Que tal “ensinável”?

Como essa nova geração de adolescentes está se formando no ensino médio e tomando decisões para a vida: escolher faculdades, carreiras, até mesmo cônjuges … muitos deles realmente gostariam de um mentor.

Neste recente artigo Digiday, Jack Marshall sugere que os “milênios” valorizam o mentoreamento. Eles preferem orientação e interação pessoal do que treinamento formal. Infelizmente, executivos da maioria das empresas simplesmente não têm tempo para gastar com seus empregados juniores.

A Agência de Pesquisa de David Carrillo afirma: “Se você quiser obter o máximo dos milênios, você tem que demonstrar um interesse pessoal no seu crescimento e desenvolvimento.” Esta geração mais jovem quer diálogo e feedback consistente.

Acho engraçado quando o mundo empresarial está começando a descobrir o que os ministros de jovens e pais vem observando há anos: tempo individualizado com os nossos filhos colhe grandes recompensas!

Sim, alguns argumentam que os jovens de hoje não querem que lhes digam o que fazer. Este, como muitos outros mitos relacionados aos milênios, parece ser mais um “estágio da vida” do que um traço geracional. Na verdade, descobri que este grupo pode tornar-se muito acessível, se você investir neles. O autor Tony Wagner concorda, propondo que precisamos colocar nosso chapéu de coach (técnico) com esta nova geração, trabalhando em cooperação com eles, inclusive delegando responsabilidades. Eles valorizam a atenção, porque querem ter sucesso. E quando investimos neles “produzem resultados extraordinários.”

Apresento aqui três dicas para que os pais, treinadores, jovens trabalhadores e gestores possam aproveitar todo o potencial desta nova geração:

1. Tornar o tempo “cara a cara” uma prioridade.

Os jovens amam comunicação e nada causa mais impacto neles que o tempo “cara-a-cara”, isto é, discipulado individual. Acho que a melhor maneira de treinar os jovens, ou discipulá-los e desenvolver habilidades de liderança é se conectando de forma pessoal com cada um deles. Os pais podem atestar a eficácia dessa metodologia. Além de todo o tempo hang out que gasto cada semana com minhas filhas, saio com cada uma delas para um desjejum ou café pelo menos uma vez por semana. Esta é uma data programada regularmente. As melhores conversas que tive com minhas filhas ocorreram durante este tempo.

2. Use o seu smartphone, depois desligue-o.

Esta nova geração ama seus smartphones. Agora que a maioria deles possui esses pequenos gadgets (dispositivos), use torpedos (SMS) e redes sociais para se manter em contato com esta geração, mas não como um substituto para o tempo cara-a-cara. Em meu livro, The New Breed (A Nova Raça), discuto a importância de saber quando usar o Facebook e quando usar a conversa pessoal para mentorear esta nova geração de voluntários. Pessoalmente, eu gosto de usar o smartphone para me manter em contato com os jovens, até mesmo com meus próprios filhos, mas depois eu os procuro de forma pessoal, desligo meu telefone, me livro de qualquer distração ao lado, olho nos seus olhos e … ouço. (NOTA: As organizações devem ter diretrizes claras sobre a comunicação adequada entre os mentores e os juvenis. Tecnologia não é um tabu para a conexão com as crianças, mas bons guardrails (barreiras) devem estar no local.

3. Procure oportunidades de Encorajamento

Isso parece óbvio? Então, por que justamente esse ponto tem sido negligenciado tanto em casa como no local de trabalho? Esta nova geração anseia porfeedback, e assim como precisam ser corrigidos, não podemos esquecer de elogiá-los em suas tarefas diárias e expressar o quanto nós os apreciamos. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, com uma jovem estagiária da Geração Y alguns anos atrás. Ela fez um projeto, acertou em 97 coisas e errou em apenas três. Passei a maior parte do nosso tempo falando sobre as três coisas erradas, ignorando a 97 certas. Não ignore os 97! Não há problema em falar sobre áreas de melhoria, mas comece dando um feedback positivo. Envie pequenos textos de apreciação. Dê-lhes feedback específico como, “Grande trabalho no relatório de ontem. Amei seu exemplo do texugo de mel no segundo parágrafo! “

O mundo não é sucinto em prover generalizações negativas sobre esta nova geração, e definitivamente há alguma verdade nessas acusações. Mas a verdadeira questão é … você está disposto a investir neles? Porque o que a maioria das pesquisas está mostrando, é que quando você investe nesta geração, eles provam que o seu tempo foi bem investido.

Nativos X Imigrantes Digitais 

Marc Prensky, um dos estudiosos mais renomados na área de educação e tecnologiafoi o pioneiro nas expressões “nativos x imigrantes digitais”. Ele deu o pontapé inicial na busca da compressão dessa nova geração que o mundo passou a conhecer, segundo ele, a partir do final da década de 80 com o início das novas tecnologias – hoje ao nosso olhar tão ultrapassadas e antigas. Segundo ele, hoje a sociedade está dividida em dois grupos: os “nativos digitais” são aqueles que já nascem envolvidos no mundo tecnológico e não precisam ir muito longe para aprender o que as novas tecnologias têm a ensinar. O segundo grupo são chamados de “imigrantes” porque fazem parte das pessoas que não estão tão familiarizados com essa linguagem tecnológica e ainda tem dificuldade para entender o que as novas tecnologias tem a oferecer.  

O fato é que as pessoas estão mudando junto com o mundo e é perceptível não só o abismo entre gerações, mas uma transformação no modo pelo qual as pessoas enxergam o mundo. A vantagem de uma mudança tão rápida é o conhecimento e a integração que está cada vez mais acessível a todos, o que por outro lado, gera um conflito de gerações e os líderes precisam saber lidar com isso.  

Estar constantemente atualizado sobre o conhecimento que produz vida, seja você um líder nativo ou imigrante digital, fará toda a diferença na maneira com a qual esse abismo poderá ser transposto. O líder precisa compreender que “é no relacionamento entre as gerações que está a chave para o resgate do equilíbrio necessário para estes novos tempos.”

Deus criou o homem com uma capacidade criativa impressionante. É preciso acompanhar a dinâmica da vida mas manter os princípios. Inovar para crescer é uma capacidade que Deus deu para a humanidade a fim de ser usada para o crescimento de Seu reino.  

Líderes conectados 

Uma pergunta que deve ser feita pelos líderes que atuam nesse tempo de extrema facilidade ao acessos de informações e de ambientes dominados pelas redes e mídias sociais, é: Qual o melhor método para liderar as novas gerações? Milhares de jovens tem deixado as fileiras da igreja, inclusive jovens que nasceram no contexto cristão, e isso tem sido um grande desafio para os líderes e pais na luta pela conservação desses indivíduos.  

Uma edição do jornal New York Times contém mais informação do que uma pessoa recebia durante toda a sua vida 300 anos atrás. E hoje, através de textos, mensagens e troca de dados, uma pessoa é capaz de comunicar seis jornais completos por dia! Com tanta informação sendo colocada para dentro, e sem muita orientação e filtro, o jovem acaba por esperar de seus líderes a mesma dinâmica pela qual eles estão habituados.

É preciso olhar para Cristo, “que se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14), e deixou-nos o maior exemplo de liderança. Esse princípio utilizado pelo mestre dos mestres nos alerta para o fato de que Ele, como líder maior, estava altamente conectado com o homem, para entendê-lo e consequentemente salvá-lo.

Utilizar o método de Cristo é o meio mais eficaz para liderar as novas gerações. Ellen White diz: 

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’. João 21:19”.

O líder para este tempo precisa mais do que em qualquer outro momento seguir os passos do Mestre:

  1. Siga o modelo – não são os nossos métodos que trarão êxito. Tudo que recebemos vem do alto (Tg 1:17), inclusive a capacidade para liderar. Depender de Cristo é um reconhecimento de nossa pequenez diante desta obra desafiadora.
  2. Misture-se com os jovens: não se pode liderar à distância. Liderança é olho no olho, é transferência de vida; liderança é discipulado. Entender a teoria é importante, mas o jovem espera por líderes que mostrem interesse por eles como alguém que vos quer o bem.
  3. Demonstre simpatia – as pessoas precisam de amor. Essa é a maior arma para saltar o abismo das gerações. Não suscite o espírito de crítica pelo simples motivo de que no seu tempo as coisas eram diferentes. Você já foi jovem, e certamente na sua juventude muita coisa já era diferente da época de seus avós.
  4. Entenda as necessidades – conheça o mundo atual (tecnologia, redes e mídias sociais, etc). Procure conhece-los a fundo para poder ajuda-los da melhor forma possível. Pergunte-se sempre: “Por que usam isso?”, “O que querem mostrar?”, “O que querem dizer?”. Jovens com depressão, ansiosos e viciados tem crescido assustadoramente. Entendê-los nos faria com mais eficiência ministrar suas necessidades.
  5. Cultive a confiança – quando o líder adquire a confiança de seus liderados a partir daí ele começa a influenciá-los da melhor forma possível.
  6. Seja um exemplo – em resposta aos passos citados a cima, seus liderados estarão prontos a segui-lo e assim, não haver separação entre as gerações. Prepare-os para cumprir a missão.

Grandes estratégias são válidas. Usar a criatividade melhor ainda. Produzir com excelência é maravilhoso. Mas transpor o abismo entre gerações, só irá acontecer mediante corações verdadeiramente convertidos, que amam o ministério pelo qual atuam.

Mídias sociais e redes sociais como ferramentas para liderança

As inovações da tecnologia contribuem para um cenário onde as mídias sociais fazem parte do cotidiano de muitas pessoas no mundo inteiro e, em função disso, tais ferramentas, representam grandes oportunidades de influência para quem atua na liderança. Alguns passos simples podem ser executados com o objetivo de facilitar a inserção dos líderes nas redes, são eles:

“Ser você mesmo” e não tentar criar um personagem é o primeiro passo para uma boa interação, criando uma atmosfera virtual confortável e honesta. Passar seus reais valores por meio das mensagens postadas é outra ação fundamental, e um líder não deve se obrigar a interagir de uma maneira exagerada; já que, neste universo, a qualidade da mensagem deve sempre ser colocada acima da quantidade de posts.

As redes sociais

Uma rede social é caracterizada, sobretudo, pela sua horizontalidade: não há um grande emissor que produz conteúdo para uma gama de receptores; pelo contrário, a produção de conteúdo é realizada por todos os membros da rede, que se influenciam mutuamente. A “Mídia social” é um meio por onde uma determinada Rede Social se comunica, ou seja, são plataformas que possibilitam a interação destes determinados grupos de pessoas através de compartilhamentos.

O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade cotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. Um dos objetivos do líder é o de se aproximar dessa significativa parcela de fiéis através desse ambiente.

Encorajar aos jovens com pedidos de sugestões, iniciando diálogos reais nas mídias sociais, é outra grande oportunidade de influência – e os líderes que trabalham com este tipo de ferramenta devem ter um cuidado especial em relação ao desenvolvimento de uma página bem construída e estruturada, tendo em vista que fatores como a lentidão e a poluição visual de sites são fatores que podem atrapalhar a fidelização e o interesse dos usuários.

Encarar as mídias sociais como aliadas, ao invés de um cenário desconhecido, também é de grande valia; permitindo que a familiaridade com as ferramentas apareça de maneira natural, ajudando-lhe a incentivar a performance e a satisfação dos seguidores.

O que fazer nas redes sociais

Muitos líderes de jovem têm consciência dos benefícios das mídias sociais para a sua estratégia de engajar a juventude nas ativi- dades da igreja. Porém, muitos deles, mesmo no topo da hierarquia, permanecem ausentes nas novas mídias. 

De acordo com o site “Pense Marketing Digital”, fundado por Pedro Quintanilha, mídias sociais são espaços de interação entre usu- ários no ambiente virtual. São considerados exemplos de mídias sociais: blogs, microblogs (Twitter), redes sociais (Facebook), fóruns, wikis, instant messengers, e-groups e sites de compartilhamento de conteúdo multimídia (YouTube, Flickr, slideshare, Vimeo). 

Um estudo conduzido pela consultoria americana bandfog “2013 CEO, Social Media and Leadership” mostrou que mais de 80% das pessoas consideram importante que os ceos se engajem com clientes nas mídias so- ciais. Além disso, mais da metade dos participantes da pesquisa afirmou que engajamento em mídias sociais torna presidentes de empresas líderes mais eficazes. Alguns líderes ainda pensam que as mídias sociais são uma moda passageira. Eles estão em dúvida se isso vai durar, se é apenas uma tendência ou uma bolha que pode estourar a qualquer momen- to, porque as pessoas estão chocadas com os dados sobre a sua influência, e que algumas instituições pararam de distribuir contas de e-mail. Em vez disso, essas instituições estão agora distribuindo iPads, e-Readers e tablets. Tudo porque estão convencidas de que as mí- dias sociais são uma força tão abrangente no mundo que não podemos ignorar. 

É inegável que a participação dos líderes de jovens nas mídias sociais envolve grande consumo de tempo e uma certa dose de risco que vem do excesso de exposição, mas é fato que líderes dos próximos anos deverão incluir entre suas habilidades a capacidade de expor estrategicamente sua própria imagem e nome nessas mídias. Cada vez mais, os jovens esperam que seus líderes estejam presentes no ambiente virtual, endossando com sua imagem as ações da igreja. 

#1. Não use redes sociais como span 

Se tem uma coisa que o usuário mais detesta em uma rede social é propaganda. Muitos jovens, inclusive, estão saindo do Facebook por conter publicidade demais. Então não seja um chato, e pense que o Facebook, Twitter, Instagram, ou qualquer outra rede social deve ser usado para contar a sua história, gerar conteúdo e aproximar os jovens da igreja.

#2. Não use as mídias sociais para se promover

Sabe como é insuportável estar numa festa conversando com aquela pessoa egocêntrica que só sabe falar de si mesma? Líderes precisam tratar as mídias sociais como uma festa dessas. Para ser agradável, você deve estar genuinamente interessado nos outros e não pode, de jeito nenhum, dominar a conversa.

O que isso significa? Facilite para que as pessoas comentem no seu blog, tente engajar as pessoas que postam no seu mural, compartilhe conteúdo interessante de outros veículos, faça perguntas e encoraje a participação. E o mais importante: reconheça que às vezes é melhor falar menos e ouvir mais.

#3. Não faça só o básico

As redes sociais percorreram um grande caminho desde que foram lançadas. Mesmo as que chegaram mais recentemente estão evoluindo com novos recursos o tempo todo. Mesmo assim, muitos de nós ignoram esses movimentos e apenas mantemos o mesmo estilo de postagem, dia após dia.

Você está por dentro das características das redes sociais que se utiliza? Você está atualizado ao que cada rede oferece ao seu blog? Caso contrário você pode estar perdendo oportunidades valiosas de promover o seu conteúdo para os leitores.

#4. Você não precisa estar em todos os lugares

Há duas coisas que devem ser lembradas quando o assunto é mídias sociais: primeira, sempre haverá uma nova rede social para entrar; segunda, um líder de jovens não tem tempo ilimitado para se dedicar a todas mídias sociais.

Felizmente, para fazer um bom uso dessas ferramentas não é necessário se dedicar integralmente e estar em todas as redes que existem. É mais importante escolher duas ou três para focar a atenção e alcançar os jovens.

Lembre que uma rede social não alimentada é prejudicial e pode refletir negativamente no seu ministério. É melhor não ter conta nenhuma se você não tem tempo para administrar e participar da rede.

#5. Não postar consistentemente durante o dia

Este é um grande problema. Existem os melhores e os piores momentos para compartilhar em redes sociais. Se você está atento para entender qual é o caminho do seu seguidores nas mídias sociais, você precisa saber quando seus ouvintes estão mais ativos e mais online.

#6. Não abra mão dos seus princípios

Procure sempre aproximar a sua estratégia online de algo que seja coerente com os seus princípios e que leve coisas positivas aos seus seguidores, para que a sua comunidade online seja fortalecida e a sua reputação seja a de um líder altamente envolvido naquilo que você faz. Caso contrário, as redes sociais, de aliadas, podem se transformar em inimigas da sua presença digital.

#7. Responda aos contatos

Enquanto você não puder se conectar com todas as pessoas em todas as redes, se quiser construir uma presença online precisa se concentrar em responder aos contatos de outras pessoas nas redes sociais.

Evite um modelo de resposta padrão e procure maneiras de se conectar facilmente com cada pessoa que se aproxima de você para que seja possível desfrutar dos reais benefícios das mídias sociais.

O líder de jovens precisa reconhecer que a sua participação nos meios utilizados pelos jovens, para transpor o abismo entre gerações é primordial. Pois, assim como Cristo, nosso líder maior, devemos ir em busca dos nossos liderados, viver no meio deles, conhecer o seu mundo e ajudá-los na caminhada rumo ao céu. Faça uma reflexão pessoal e veja se você está preparado para liderar as novas gerações.

 Procure sempre aproximar sua estratégia on-line de algo que seja coerente com os seus princípios e leve coisas positivas aos seus seguidores.

Não é a quantidade de seguidores, mas a intencionalidade da interação com os jovens da sua igreja através das redes e nos encontros pessoais que fará a diferença. Os líderes devem travar relações amistosas com a juventude em todos os lugares. (DESTACAR)

Herbert Cleber Cadeira

Diretor de Bem-estudantil, desenvolvimento espiritual e comercial
Faculdade Adventista da Amazônia

Artigo completo

Publicado em: Manual do Ministério Jovem da DSA

Ano de publicação: 2020

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  • Liderança
  • comunicação
  • redes sociais
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