A gestão, as vivências educativas e o desafio do “p. C.”

Categoria: Educação
Resumen:Em meio a pandemia Covid 19, muitas são as aprendizagens. O que estamos fazendo neste "entre lugar", nestes novos fazeres para buscarmos as respostas para o futuro? Este artigo foi escrito neste propósito, e busca de respostas e pontes.

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Temos vivenciado disrupções quase que diárias em todos os segmentos, por uma ordem natural dos processos e nos últimos dois anos, as novas culturas vivenciadas em virtude da pandemia COVID 19.
Historicamente, principalmente aos sujeitos Cristãos compreendemos a humanidade diante do que a sigla a. C. e p. C nos configurava nas mudanças que vivemos pós a passagem de Cristo no mundo. Antes de Cristo e Pós Cristo, elucidaram tamanhos feitos que todos nós sempre nos reportamos dos avanços na história da humanidade.
Atualmente, voltamos a olhar para as mesmas letras, porém com o significado do mundo antes da Covid 19 e o estabelecimento de novas dinâmicas pós Covid 19. E neste entre lugar está nosso fazer e a oportunidade de refletir sobre o que vamos fazer para melhor conceber o que vai mudar e o que ainda poderemos fazer para aprender.
Destaco esse entre lugar sob duas facetas: da gestão e das vivências educativas.
Na primeira delas, temos os processos de governança, nas mudanças focadas na inserção tecnológica quase que na totalidade dos processos e em como o gestar tem necessitado de competências humanas capazes de fazer com as pessoas possam se repensar em seu fazer e como fazer para agregar, recriar os propósitos e interagir com rotinas híbridas.
Neste contexto de uma pandemia universal – COVID 19, as tecnologias educacionais ganharam um outro lugar de discussão. Antes, na linha de comunidades específicas, com a pandemia, o tema ganhou proporções generalizadas que abre espaços para as teorias discutidas no âmbito da educação, do planejamento, das metodologias, da avaliação e do perfil do professor e do aluno, transversalizando a gestão educacional como um outro lócus que podemos discutir quando o assunto está em órbita da educação e das tecnologias digitais.
É inegável que a pandemia nos propiciou uma nova faceta nos modos de ensinar e de aprender. Assim como, é importante destacar que ao retomarmos para o que temos chamado de um “novo normal”, estamos diante de um possível recuo às “velhas” práticas, isto é, “desliguem e guardem seus celulares que a aula vai iniciar”, como se esses artefatos não possam mais ser parte dos recursos que os docentes utilizam para propor aulas em que o aluno construa, emita seus pareceres em construções alicerçadas aos mecanismos digitais, que em sua maioria, são da linguagem do cotidiano dos discentes.
Os professores e as Universidades podem fazer deste entre lugar, um espaço cada vez mais científico que possam ser sustentação epistemológica do professor, para não reproduzir o que historicamente foi realizado e que não necessariamente foi o ideal no campo da construção do conhecimento.

Elisabete Cerutti

Directora de Campus URI
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  • Covid 19
  • gestão
  • ensino