A questão da universidade
Quero incialmente lembrar que nas suas origens, no primeiro milênio, as universidades estiveram profundamente ligadas à civilização. Pode-se dizer que a Idade Média, seus valores, sua ética ou seu modo de pensar e organizar-se, nasceram nas universidades, ou encontraram ali seu berço, que gerou o renascimento das ciências e das artes, responsáveis pela nova civilização da segunda metade do milênio passado, independentemente de como venha chamar-se essa civilização que encerrou o século passado: civilização industrial, capitalismo, socialismo, ou outra denominação.
Faço esta introdução para perguntar: Como se situa a Universidade hoje, a universidade que temos, face à civilização desse fim de século, e a nova civilização que se impõe nesse começo do novo milênio, como
consequência das transformações trazidas pelos avanços da ciência e da tecnologia?
Trago essa interrogação porque quero dizer que a questão da universidade, nesse mundo em transformação, não deve resumir-se à seus problemas internos, a crise financeira que a atinge, a retração do mercado, a busca de aumentar sua clientela, a atualização de seu métodos de ensino ou dos currículos de seus cursos, o melhor marketing, e outras questões que às vezes consome suas preocupações, suas análises e seu esforço de sobrevivência.
Na verdade, creio até que, como um caminho para equacionar todas essas preocupações é preciso trazer para a universidade a questão das transformações sociais, transformações que tem uma dimensão civilizatória, isto é, que abrange todos os setores da vida em sociedade e, portanto, constitui parte essencial da vida das pessoas e das instituições.
Artigo na ÍNTEGRA acesse:
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