Uma reflexão sobre o processo de captação de alunos nas IES brasileiras: Estratégia eficiente ou ação pontual?

Categoria: Educação
Resumen:Nestes tempos de pandemia, o que percebemos é um movimento bastante intenso das IES brasileiras com o objetivo de “buscar” o aluno para compor seus cursos de graduação. Me arrisco a dizer que boa parte das nossas IES privadas tem um número incontável de vagas ociosas; o que certamente será potencializado pela pandemia; e por isso este trabalho de captação acaba sendo ainda mais penoso neste período de excepcionalidade. Mas o que me chama a atenção em tudo isso pode ser resumido a uma pergunta: Será que as IES estão se comunicando de maneira eficiente com o “prospect” desde o inicio da sua jornada? Creio que não.

Conteúdo

Nestes tempos de pandemia, o que percebemos é um movimento bastante intenso das IES brasileiras com o objetivo de “buscar” o aluno para compor seus cursos de graduação. Me arrisco a dizer que boa parte das nossas IES privadas tem um número incontável de vagas ociosas; o que certamente será potencializado pela pandemia; e por isso este trabalho de captação acaba sendo ainda mais penoso neste período de excepcionalidade. Mas o que me chama a atenção em tudo isso pode ser resumido a uma pergunta: Será que as IES estão se comunicando de maneira eficiente com o “prospect” desde o inicio da sua jornada? Creio que não…

Quando falamos deste processo de captação de estudantes, penso que no momento atual é bastante perigoso recorrer a formulas mirabolantes e a “promoções” que tem caráter pontual e pouco estratégico (sem alinhamento com o modelo de negócio da IES). Muito tem defendido o que se chamou de “captação profissional”, o que me parece ser muito mais um movimento de comunicação “eficiente e assertiva” com o possível acadêmico em toda a sua “jornada”.

Para isso, há ações elementares que podem ser empreendidas e que passam pela definição da “persona”, pela compreensão dos estágios pelos quais este sujeito passa para “adquirir” sua condição de estudante do ensino superior e, por fim, a criação de experimentos ágeis para “nutrir” este possível ingressante. Isso leva tempo, requer uma pensamento multidisciplinar e um bom planejamento. Dá pra perceber que isso não é um movimento esporádico (que acontece no meio e no final do ano, apenas).

Isso tudo deve estar conectado com a estratégia da IES, pois na construção destra trilha torna-se possível compreender alguns elementos: Que dores a IES está apta a solucionar no estudante e qual é, de fato, a proposta de valor dessa IES.

Pode parecer “clichê”, mas um processo de captação que considera estes aspectos, talvez, tenha a condição de minimizar os impactos causados pela pandemia nas IES brasileiras.

Semana que vem, tem mais!

Thiago Henrique Almino Francisco

Professor e Pesquisador
UNESC

Colaboradores

  • Não existem colaboradores

Keywords

  • Governança
  • Gestão Universitária
  • Inovaçã